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COMER BEM PARA VIVER MELHOR

Camila Franceschi | Nutricionista
Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores

A base de nossa alimentação tornou-se reduzida, e praticamente encontramos em todos os produtos os mesmos ingredientes (sal, açúcar, gorduras) em doses muito mais elevadas do que nos produtos em in natura. A inversão dos hábitos alimentares, os altos índices de contaminação por agrotóxicos, a redução do consumo de alimentos frescos e saudáveis e o sedentarismo refletem em dados alarmantes de sobrepeso, obesidade, doenças crônicas, alergias alimentares, intolerâncias, depressões e até mesmo casos de câncer registrados pelo sistema público de saúde.

Em nome desta banalização de tudo, incluindo o ser humano, o Brasil hoje é recordista no consumo de agrotóxicos. O dossiê produzido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva em 2015 traz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e elencam vários estudos sobre a ingestão diária de veneno que assola a população. Esses dados demonstram os grandes impactos a saúde, a médio e longo prazo, e não só a ela, mas também ao solo e aos agroecossistemas. A não utilização de insumos químicos na produção, contribui para a preservação da biodiversidade alimentar e a produção de alimentos mais saudáveis nutricionalmente, pois mantêm os nutrientes naturalmente contidos no alimento e seu sabor característico.

Uma alimentação diversificada possibilita uma disponibilidade elevada de micronutrientes (vitaminas e minerais) benéficos a saúde. Eleva a qualidade alimentar, e, com informações técnicas de aproveitamento integral dos alimentos possibilita a conservação em forma de geleias, chimias, conservas, compotas e embutidos artesanais, utilizam-se de recursos locais para a dieta, produtos com valores nutricionais superiores aos adquiridos externamente, como por exemplo, o açúcar mascavo em relação ao açúcar cristal, totalmente desprovido de micronutrientes (ferro, ácido fólico, cálcio, zinco).

Existem hoje pesquisas que alertam sobre o modelo convencional de produção de alimentos que os tornam maléficos a saúde. Pesquisa realizada pela University Rutgers de Nova Jersey- USA apresentou uma tabela comparativa com feijão convencional e feijão orgânico em termos nutricionais. As quantidades de micronutrientes encontradas no feijão orgânico em comparação ao convencional foram majoritariamente superiores. Isto demonstra a importância da autonomia alimentar e da produção de alimentos nutritivos e seguros capazes de fortalecer nosso sistema imunológico promovendo saúde.

A associação de práticas agroecológicas/orgânicas que respeitem o ecossistema, a cultura, os tempos da natureza, fortalecendo mercado locais, feiras, vendas diretas para a produção e comercialização dos alimentos, constroem-se cadeias de sustentabilidade entre natureza, produtores e consumidores. Mas principalmente promove autonomia e segurança alimentar as famílias produtoras e consumidoras, tornando as refeições cada vez mais ricas nutritivamente.  

Preservar o meio ambiente em que vivemos e nossa saúde é um compromisso ético que devemos ter para com o mundo e as gerações futuras. Somos seres transformadores e políticos, nossas escolhas estão diretamente ligadas a forma de mundo que queremos conquistar. Escolha comer com qualidade e saúde, alimentos saudáveis, nutritivos e da época.

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